sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Tricotar faz bem ao cérebro





     É sempre bom sabermos que algo que gostamos muito de fazer, nos faz tão bem.
     Existem vários estudos que falam dos benefícios para a saúde de tricotar. Os movimentos repetitivos que efetuamos provocam uma sensação de relaxamento no corpo que ajuda a aliviar o stress, a ansiedade, a depressão, baixam a pressão sanguínea e ajudam inclusive a gerir a dor crônica.
     Médicos explicam que tricotar altera a química do cérebro, no sentido que diminui a libertação das hormonais do stress e aumenta os níveis de serotonina e dopamina, que provocam o bem-estar. (Será por isso que estou viciada?). Muitos falam que esses movimentos repetitiva ativa as mesmas partes do cérebro que a meditação e o yoga.
     Penso que sentirão a mesma coisa: tricotar ajuda-nos a conectar com nós mesmos. Numa altura em que estamos tão virados para as solicitações exteriores, o momento em que tricoto é também um momento de encontro comigo.
     Tricotar ajuda-nos a ser pacientes, tricotar toma o tempo. Tricotar é um ato criativo e é generosidade de horas passadas ao redor de uma peça que vai ser oferecida.
     Em relação às crianças existem múltiplos benefícios também. Ainda me cruzo com várias pessoas de mais idade que aprenderam na escola técnicas de tricô, mas isso deixou de acontecer nas nossas escolas.
     Nas escolas Waldorf integram o tricô no que equivale ao nosso 1º ano do 1º ciclo. Tricotar aumenta a interação entre o lado direito e esquerdo do cérebro. Tricotar faz-nos seguir esquemas, desenvolve a motricidade fina que mais tarde vai ser tão solicitada. O tricô também faz uma ótima parceria com a matemática, pois dá-nos uma concretização prática da adição e da multiplicação. Além disso, tem muito de resolução de problemas e lógica.